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gaiolas ou viveiros?

gaiolas ou viveiros?

by dr fala Dr. Fala

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A criação tanto em gaiolas quanto em viveiros tem seus prós e contras. Ambos os sistemas, porém, exigem cuidados específicos.

No viveiro é mais difícil o controle de doenças, devido a maior dificuldade de observação de cada indivíduo. Não conseguimos separar os casais pelas características que desejamos, pois as próprias aves escolhem seus pares. Além disso, algumas espécies não conseguem se acasalar, pelo grande número de aves presentes. Em contrapartida, aves criadas em viveiros tendem a ser mais fortes e resistentes, pois dispõem de maior espaço para voar e se desenvolver.

Devemos ter especial atenção no que diz respeito à construção das instalações. No caso de viveiros, deve-se ter cuidado com a altura (pé direito) e o tipo de telha, principalmente em regiões onde inverno e verão são mais rigorosos. Algumas espécies, como Periquitos Australianos (Megallanicus undulatus), podem se reproduzir em qualquer época do ano. Devemos redobrar a atenção com variações bruscas de temperatura, que podem trazer sérios problemas, principalmente aos filhotes. Evitar o contato com aves silvestres como Pardais (Passer domesticus) e Rolinhas (Columbina talpacoti), que podem transmitir doenças e parasitas para as nossas aves.

Dentro de um mesmo viveiro podem ser colocadas espécies diferentes, desde que sejam pacíficas. O viveiro deve estar voltado para o sol nascente. O piso deve, preferencialmente, ser de alvenaria, para facilitar a limpeza, além de ser mais higiênico. O tamanho do viveiro ou gaiola depende de cada espécie e também do que cada criador pretende. Em um viveiro coletivo pode-se ter Diamantes de Gould (Chloebia gouldiae), Calafates (Lonchura padda oryzovora), Manons (Lonchura striata domestica), Mandarins (Taenyopigia guttata) e outras aves não agressivas. Por outro lado, jamais devemos colocar mais de um casal de Canário-da-terra (Sicalis flaveola) ou Trinca-ferro (Saltator similis) para acasalamento em um mesmo viveiro. São pássaros territorialistas e provavelmente irão brigar, podendo causar ferimentos graves.

Na criação em viveiro, deve-se considerar espécies que tenham exigências nutricionais semelhantes, pois o alimento estará disponível para todos aos habitantes. Como exemplo, podemos citar: os Diamantes de Gould (Chloebia gouldiae), Mandarins (Taenyopigia guttata), Manons (Lonchura striata domestica), Laranjinhas (Strilda melpoda) e Degolados (Amadina fasciata), que apresentam as mesmas necessidades nutricionais.

A temperatura deve ser controlada, ou pelo menos os extremos amenizados. No verão deve ser disponibilizada uma banheira com água. Em caso de frio extremo, pode-se cobrir o viveiro com plástico durante a noite, tomando o cuidado de deixá-lo esticado. Assim o plástico não baterá na tela com o vento, o que assustaria as aves, podendo causar ferimentos e estresse.

Gaiolas
A grande vantagem das gaiolas em relação aos viveiros é poder selecionar os casais conforme as características desejadas nos filhotes. As gaiolas devem ser grandes o suficiente para proporcionar pequenos voos e o máximo de conforto às aves. A gaiola deve ter fácil acesso para o manejo dos acessórios e das próprias aves. O espaço entre os arames deve ser de acordo com a espécie habitante, para que não se machuquem ou fiquem presas.

Dê preferência para as gaiolas de metal, pois são mais fáceis de limpar e os Psitacídeos não conseguem ?roê-las?. A higiene das gaiolas de madeira é mais difícil, além disso, as frestas existentes na madeira são um excelente local para reprodução de piolhos e ácaros. As gaiolas devem ter uma grade acima da bandeja de fundo, para que as aves não tenham contato com suas fezes e restos de comida que porventura tenham caído do comedouro. As gaiolas devem ser colocadas em um local protegido das variações do clima, como em um quarto, por exemplo, com boa iluminação e janelas que possam ser abertas nos dias mais quentes. Em dias mais frios já estarão protegidas, pois um ambiente fechado é o suficiente para proteger as aves.

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